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10 poderes do Homem-Aranha para aplicar na sua empresa

Poderes do Homem-Aranha para ajudar o seu negócio
Diego Assis
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Quem nunca quis ser o Homem-Aranha?

Criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1962 para as páginas dos quadrinhos da Marvel, o herói se tornou um dos mais populares, influentes e lucrativos de todos os tempos.

Seus filmes já renderam mais de 25 bilhões de dólares em receita, e o trailer do próximo longa, previsto para estrear em dezembro de 2021, atingiu esta semana a marca de 355 milhões de visualizações em 24 horas — um recorde na história do YouTube.

A boa notícia é que você não precisa usar uma fantasia colorida ou ser picado por um inseto radioativo para ter os poderes do Homem-Aranha ou adotá-los em sua empresa.

Pensado para inspirar crianças e adolescentes a se enxergarem nos gibis dos anos 60, o personagem é a antítese dos heróis inatingíveis de até então, como o Superman. Seus poderes sempre foram bem mais mundanos do que os de escalar prédios ou se desviar de balas usando sua super agilidade e sensor-aranha.

A verdade é que, se Peter Parker conseguiu, você também consegue.

Duvida? Então veja abaixo 10 poderes do Homem-Aranha que você pode aplicar hoje para obter sucesso na sua empresa ou na vida pessoal.

1. Antifragilidade

A origem do Homem-Aranha nos quadrinhos narra a história de Peter Parker, um garoto órfão de pai e mãe, que é criado pelos tios no bairro do Queens, subúrbio de Nova York.

Ainda adolescente, ele sofre uma nova perda ao ter o tio assassinado por um ladrão em um assalto. A morte do Tio Ben é um episódio que marcaria para sempre sua trajetória, especialmente depois que ele descobre que cruzou com o assassino em fuga poucos minutos antes de o crime acontecer e não fez nada para pará-lo.

Ao longo dos anos, Parker ainda veria sua namorada Gwen Stacy ser morta pelas mãos de um dos seus maiores inimigos, o Duende Verde, além da morte do melhor amigo, Harry Osborn, em mais uma fatalidade que não conseguiu impedir.

Apesar de todos os abalos, ele nunca desiste. Peter Parker é o exemplo perfeito do ser antifrágil, que Nassim Nicholas Taleb descreve em seu livro sobre “as coisas que se beneficiam do caos”.

Em vez de sucumbir às dificuldades, o herói aprende, cresce e se fortalece com elas.

2. Movido por um propósito

Como dito acima, a trajetória de Peter Parker foi marcada por um episódio que alterou para sempre a sua vida: a morte do Tio Ben e a culpa que carrega por não ter feito nada que pudesse impedi-la quando pôde.

O episódio fez com que o personagem se lembrasse de uma conversa que teve com o tio em que foi alertado que “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.

A frase não só cai como uma luva — ou um soco na cara — para Parker naquele momento, como passaria a nortear praticamente todas as suas atitudes dali em diante. Isso porque o jovem já tinha adquirido seus poderes de Homem-Aranha quando o tio foi morto e foi justamente por não usá-los com responsabilidade que a tragédia aconteceu.

Logo, se o destino lhe deu os poderes e habilidades para livrar a cidade dos malfeitores, seu propósito é assumir essa responsabilidade e transformá-la em uma missão de vida. Doa o que doer.

 

Andrey Garfield cria sua teia em cena de filme do Homem-Aranha

3. Conhecimento é poder

OK, vamos cair na real e admitir: é bem mais fácil salvar o mundo quando você tem habilidades sobre-humanas que adquiriu depois de ser acidentalmente picado por uma aranha radioativa. Só existe no gibi.

Não se pode esquecer, no entanto, que antes de receber essa “bênção”, Peter Parker já era um garoto muito estudioso e que usou esses conhecimentos para desenvolver todas as traquitanas que o Homem-Aranha usaria depois: uniformes, lançadores de teia, dispositivos de rastreamento por ondas de rádio etc.

Mesmo depois de se transformar no herói, Parker nunca deixou de se dedicar às ciências. Ao longo de sua evolução nas histórias, o personagem foi se especializando em química, física, biologia, engenharia, matemática e mecânica.

Não à toa muitos de seus grandes vilões nos quadrinhos são também nerds e cientistas frustrados. Uma guerra de cérebros.

4. Empreendedorismo

Já falamos aqui que Peter Parker não era um menino rico. Muito pelo contrário. Para ajudar a Tia May a pagar as contas da casa, ele sempre trabalhou, seja fazendo bicos como auxiliar de laboratório, entregador de pizza ou como fotógrafo freelancer no Clarim Diário.

Mas foi como Homem-Aranha que Parker se transformou em uma legítima startup.

Sem nenhum grande mentor para ajudá-lo a se tornar um herói (pelo menos não até a última encarnação do personagem no cinema, em que ele ganha uma grande ajuda do Homem de Ferro), Parker fez tudo praticamente sozinho: inventou a marca (Homem-Aranha), desenhou o logo, prestou o serviço e até garantiu o marketing, fazendo com que as melhores fotos do herói em ação convenientemente chegassem às páginas do jornal para o qual trabalhava.

Como toda startup antes de atingir o sucesso, Parker também errou demais, foi alvo de críticas e pivotou quantas vezes foram necessárias até chegar ao posto de herói mais amado de Nova York e mais temido pelos vilões da área.

5. Trabalho em equipe

O fato de ter atuado sozinho em boa parte de suas aventuras não significa que o Homem-Aranha não seja bom em trabalho em equipe.

Ao longo de sua trajetória nos quadrinhos e nas telas, o personagem já foi visto inúmeras vezes atuando ao lado de supergrupos como o Quarteto Fantástico, os X-Men e os Vingadores, do qual já foi inclusive funcionário de carteirinha.

Quem conheceu o herói mais recentemente através dos filmes sabe que, mesmo como uma espécie de “estagiário” dos Vingadores, ele tem papel fundamental em muitas das missões.

Como toda marca ciente de suas forças e de seus limites, o Homem-Aranha também é notório por suas parcerias estratégicas, inclusive com os rivais. Da Gata Negra ao Demolidor, não são raras as dobradinhas que fez para atingir um objetivo comum.

 

Homem-Aranha faz piada em combate com Doutor Octopus

6. Bom humor e inteligência emocional

Se a inteligência emocional pode ser definida como a capacidade de manter o foco e agir sob intensa pressão, bem, nosso herói certamente tira mais uma nota 10 nesse quesito.

E um dos principais poderes do Homem-Aranha nesses momentos em que está sendo pressionado de todos os lados, desviando de balas ou dos quatro tentáculos do Doutor Octopus é justamente o seu bom humor.

Quem já leu os quadrinhos ou viu os filmes sabe do que estamos falando. Goste ou não de suas piadinhas infames, o teioso é um dos maiores comediantes do Universo Marvel.

7. Valoriza a comunidade

Todo empreendedor reconhece a importância de atender e se relacionar com sua comunidade. Com o Homem-Aranha não é diferente. Não à toa ele recebeu muito cedo o apelido de “Amigão da Vizinhança”.

Primeiro porque o herói sempre fez de Manhattan, especialmente os bairros mais pobres e barra-pesada, o seu principal território de ação. E também porque para o Homem-Aranha nunca existiu “cliente pequeno”: seja para resgatar uma família em apuros em um prédio em chamas, para ajudar uma criança doente em um hospital ou para salvar a cidade e o mundo dos planos maquiavélicos de um de seus arqui-inimigos.

Como diriam os marqueteiros, o Aranha é a encarnação pop da máxima “pense globalmente, aja localmente”.

8. Empatia com o público-alvo

Deixando de lado um pouco a ficção e falando de estratégia de negócios, uma das principais razões do sucesso das histórias do Homem-Aranha está no fato de que, ao criar o personagem, Stan Lee sabia exatamente com quem gostaria de falar: a uma geração de crianças e jovens universitários que não se reconhecia nos heróis perfeitos e infalíveis das HQs e que também estava cansada de se ver representada apenas como os eternos ajudantes mirins dos heróis adultos (Robin, Jimmy Olsen, Bucky Barnes etc.).

Tal qual qualquer adolescente dos anos 60 — e de hoje –, Peter Parker tinha de lidar com problemas de rejeição, bullying escolar, sentimentos de inadequação e solidão.

O mais incrível dessa história é que, por mais que o público-alvo dos quadrinhos fossem as crianças e os jovens adultos, muito da motivação para que Lee criasse o personagem veio da empatia dele próprio com o herói. “Ele é o que mais se parece comigo: nada nunca dá 100% certo, tem um monte de problemas, toma as decisões erradas, e eu me identifico com isso”, disse o criador alguns anos atrás.

 

Miles Morales, o Homem-Aranha negro dos quadrinhos

9. Diversidade e representatividade

O Homem-Aranha foi lançado no auge dos movimentos pelos direitos civis e pelo fim do racismo e do machismo nos Estados Unidos. O personagem se tornou rapidamente muito popular entre os universitários, assim como outros heróis e títulos da editora Marvel que tratavam de temas como diversidade e representatividade, como X-Men e Pantera Negra.

A representatividade nas páginas do Aranha começou tão cedo que, ainda em 1974, o público pode conhecer não só a primeira encarnação da Mulher-Aranha, como a de uma Mulher-Aranha negra.

Décadas depois, em 2011, a Marvel foi ainda mais fundo, matou Peter Parker temporariamente e deu a um jovem negro e latino chamado Miles Morales o uniforme, o nome e os poderes do Homem-Aranha.

A história de Miles foi sucesso absoluto ao repetir a estratégia de Lee de anos atrás: trazer para o mercado dos quadrinhos, através da identificação, um público que até então não se reconhecia na pele dos heróis, em sua maioria brancos, norte-americanos e europeus.

Miles foi o protagonista de Homem-Aranha no Aranhaverso, animação de 2018 vencedora do Oscar, e de um game lançado em 2020 que já vendeu 6,5 milhões de cópias.

10. Poder da marca

Agora vamos fazer as contas de novo: o Homem-Aranha foi criado em 1962. Ou seja, estamos falando de uma marca prestes a completar 60 anos, que ainda está na boca do povo, renovando público e fazendo muito, mas muito dinheiro.

Agora pense: que outras marcas grandes conseguiram sobreviver por tanto tempo? Algumas das mais famosas e poderosas do mundo hoje (Apple, Google, Microsoft, Amazon) não têm nem perto disso. Outras sumiram completamente.

E qual é o segredo disso? Como é possível que a marca Homem-Aranha possa ter sobrevivido a tantas gerações, formatos e produtos diferentes e ainda continue relevante? Uma das respostas é: a Marvel, e principalmente Stan Lee, enquanto esteve lá, foi sempre muito fiel aos valores e ao propósito do personagem.

Mudam-se os uniformes, as tecnologias e até a identidade do herói, mas o Homem-Aranha sempre será o Homem-Aranha que descrevemos ao longo desse texto: um sujeito comum, cheio de problemas, mas que sabe que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. O público sabe o que está comprando e o que esperar.

Como resumiu Lee em uma entrevista em 2012 em que falava sobre os poderes do Homem-Aranha de atravessar gerações:

“É tão fascinante perceber que tantas pessoas se importam com um personagem que eu imaginei e escrevi tantos anos atrás. Ainda que tenha sido provavelmente sorte, eu não pensei o quão grande o Aranha se tornaria anos mais tarde. Se eu suspeitasse disso, teria ficado nervoso demais para escrever as histórias, preocupado se elas estavam boas o suficiente para a posterioridade julgar!”

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