Autoconhecimento, propósito e trabalho

por Helena Sachs
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Inspirado no podcast “Café com ADM”, especificamente o episódio sobre carreira, trabalho e propósito, apresentado por Leandro Vieira, CEO do Administradores.com, tendo como convidado o educador e filósofo Mário Sérgio Cortella, vamos falar sobre como o sucesso profissional está cada vez mais interligado com o autoconhecimento na vida moderna.

O autoconhecimento é rocha

Sendo considerado um dos mantras da Rock Ensina, o autoconhecimento direciona os nossos cursos e mentorias, por meio de diversos testes, como o mais conhecido, o Teste das Cores. Nosso lema se desenvolve a partir do fato de que o autoconhecimento é rocha, ou seja, é considerado a nossa fortaleza e deve ser sempre prioridade em nossas vidas. Ele abre horizontes para que, individualmente, se compreenda quais são as grandes paixões da nossa vida. O conceito de sucesso pela Rock está conectado com a realização individual de cada um, o que, ao se traduzir para uma frase clichê, resulta em “se encontrar em si mesmo”.

Diante da era da informação e instantaneidade, coordenadas pela abrangência quase homogênea da tecnologia, é difícil parar para olhar para dentro de si mesmo. As pessoas se veem muito atarefadas, cheias de responsabilidades e problemas e por fim não conhecem os seus propósitos, com a desculpa de que não há tempo para nada. O resultado é que elas não entendem a razão do por que fazem o que fazem, e isso se estende para todos os nichos da vida, incluindo o âmbito profissional e familiar.

Segundo o professor Mário Sérgio Cortella, esse questionamento acerca da existência deveria ser realizado, e ele está muito ligado à filosofia, esta que não se encaixa em uma ciência prática, mas, de forma resumida, em fazer indagações. É necessário sair do modo automático para que as atitudes sejam intencionalmente pensadas, que a gestão tenha uma forma de consciência de deliberação e, com isso, as pessoas se libertem de uma circunstância robótica de vida.

Diante disso, pensando por trás dos fatos propriamente ditos, conseguimos então chegar na definição individual de propósito, em outras palavras, a razão que move cada um. Cortella ressalva ainda que a motivação é necessária também, mas funciona de dentro para fora, caso ela seja ainda consequência de um feito por alguém de fora, isto é chamado de estímulo, que vem de fora para dentro.

Como ressaltado diversas vezes, a superficialidade não sustenta, as coisas no geral precisam ter um sentido mais amplo. Por isso mesmo, a filosofia reacendeu nos tempos modernos, já que com a tecnologia avançada e um mundo baseado na conveniência e instantaneidade das coisas, a angústia tomou conta da maioria, as reflexões acerca de questões ligadas a existência vieram à tona, às vezes até como consequência das doenças psicológicas, como ansiedade e depressão. De fato, as pessoas só querem se encontrar e compreender o por que fazem o que fazem. Um dos lemas de Sócrates que não pode ser esquecido é “conhece a ti mesmo para poder se ajudar”.

Qual é a tua obra?

Com disciplina e um propósito bem definidos nas mãos, alinhamos os gostos pessoais aos profissionais e ampliamos a nossa visão de mundo, entendendo de fato qual o nosso papel de transformação. A pandemia foi um dos fatores que instigou esse questionamento, já que a morte fica mais evidente e exposta, mas, conforme o professor Cortella traz, ela não é ameaça, e sim uma advertência para que não se esqueça que não temos todo o tempo do mundo para que a vida não seja pequena, fútil, banal e descartável.

Em suma, que o tempo de vida seja feito para que se construa nele a importância de cada um, para que quando uma pessoa se for, ela faça falta, não no sentido apenas de saudade, mas no vínculo afetivo, no trabalho, nas suas ações, obras. De acordo com o escritor alagoano Lêdo Ivo, o que sobra é a obra, o resto soçobra.

A obra que alguém deixa na terra não se confunde com a fama, já que esta é passageira, diferentemente da falta que alguém pode fazer que é construída enquanto se vive. A obra pode se resumir em ter uma família bem estruturada, uma iniciativa empresarial, uma atividade de empreendedorismo, ação no campo político institucional, dedicação ao trabalho religioso, mundo da arte, da ciência.

Conforme disse Benjamin Disraeli, a vida é muito curta para ser pequena, ou seja, devemos ir atrás daquilo que faz sentido para nós e assim podemos transformar a vida de muitas pessoas, deixando legados. Isso significa não se apequenar com tolice, não ser egoísta, buscar compartilhar, ir atrás dos objetivos, sofrer sem se render, buscar sem desistir.

O trabalho (muito bem representado na trilha vermelha da Rock Ensina) como obra é fonte de vida. A noção grega de poiesis de obra daquilo que te realiza significa em não apenas fazer o que se sabe fazer, mas fazer o que se quer fazer. O trabalho coincidindo com a sua obra é o essencial, o que conecta com o significado de sucesso para a nossa escola de negócios, que é o interior. Se a pessoa encontra sentido em suas atividades, se ela entende que ela faria falta pelo que faz, esse é o sinônimo de obra. Segundo o professor Cortella, não adianta aguardar, o lema é competência certa em tempos incertos.

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