Como tomar decisões difíceis?

Decida antes que decidam por você!

por Helena Sachs
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Na nossa aula ao vivo do dia 18 de novembro de 2020, o professor e CEO da Rock Ensina, Roberto Sachs, nos transmitiu com muita garra as dicas de como agir sob pressão. Vamos mergulhar nos detalhes desse conteúdo tão relevante para os dias atuais, já que sempre nos deparamos com situações em que é necessário agilidade na tomada de decisões, mesmo em meio de tantas incertezas.

1. Como decidir nas horas mais difíceis? É melhor ser cauteloso ou arrojado?

Desde quando nos levantamos pela manhã até o momento em que dormimos nos deparamos com situações em que é necessário fazer uma escolha, tanto no âmbito profissional como no âmbito pessoal de nossas vidas, como realizar a escolha de deixar ou não o emprego atual ou então uma escolha envolvendo qual peça de roupa usar para uma saída entre amigos.

Levando em consideração as diversas decisões que tomamos quase que automaticamente todos os dias, as que mais nos aflige e que muitas vezes nos paralisam são as decisões difíceis, que impactam mais diretamente em nossas vidas. Como realizá-las de forma segura?

Essa resposta é sempre a mais solicitada pelos alunos ao professor Roberto Sachs, já que em um cenário onde dinheiro, tempo e paciência estão escassos é ainda mais difícil traçar caminhos de forma coerente, sem perder o timing, ou seja, sem deixar de lado as oportunidades envolvidas.

O pontapé inicial, nas palavras do professor, é ‘‘decida antes que decidam por você’’, frase interligada à trilha vermelha da Rock Ensina, a qual é pautada na ação, no fazer acontecer. Ou seja, é necessário sair da zona de conforto para encarar que toda escolha envolve uma renúncia, e para uma tomada de decisão equilibrada deve ser considerada duas estratégias importantes: planejamento e equilíbrio emocional.

Diante disso, não se deve tomar decisões de maneira impulsiva, na emoção intensa, que é o que chamamos de ímpeto inconsequente, e se traduz basicamente em agir sem pensar, com a intenção de apenas se livrar logo do problema, pois isso é uma falsa realidade revestida de um prazer imediato que traz consigo problemas ainda maiores em um futuro próximo. Além disso, deve ser evitada a decisão baseada apenas no feeling, ou seja, em uma variável subjetiva emocional.

De forma oposta, deve ser evitada também a cautela imobilizadora, em que não se decide nada, há uma imobilização, pois o nível de exigência e de perfeccionismo é tão alto que as pessoas evitam arrojar e com isso as coisas acabando ficando como elas estão. Nesse caso o preço que se paga é que enquanto há essa reflexão exaustiva, alguém decide no seu lugar, fazendo com que nisso você perca oportunidades. Para isso, o professor Roberto tem como solução que o feito é melhor que o perfeito.

Relacionando os dois lados da moeda (impulsividade e imobilização) com o nosso carro-chefe, o teste das cores, há maior probabilidade das pessoas com resultado vermelho predominante serem mais impulsivas ao tomar uma decisão, o cuidado que se deve ter é de ter mais cautela e pensar mais na atitude que vai ser tomada, se utilizar um pouco da cor azul, que é a da racionalidade. Em contrapartida, as pessoas com predominância de resultado na cor azul são mais cuidadosas, gostam de se abster de todos os cenários possíveis que englobam a decisão, mas devem tirar como lição o lado mais ágil que os vermelhos possuem, para que não haja uma paralisação ou demora nas ações.

2. Fórmula 70×100 da Rock Ensina

Para te ajudar nessa jornada, nós da Rock Ensina criamos a fórmula 70×100, a qual nasceu com base em uma curadoria, tendo como premissa os dados de um padrão de estatística e auditoria de mais de 5.000 alunos e mais de 200 pequenas e médias empresas que fizeram história na nossa escola de negócios.

Basicamente tal fórmula é resumida em se decidir com 70% de certeza, mas se comprometendo 100%. Em outras palavras, é necessário coletar todos os dados possíveis acerca do fato em questão para que a decisão então seja concebida, já que não existem fatos, mas sim interpretações. Dessa forma, quanto mais informação possuímos menor a chance de nos depararmos com problemas futuros em decorrência de uma decisão impulsiva.

Além disso é cabível ainda fazer um distanciamento do problema, quando nos vemos imergidos nele durante muito tempo sem conseguir de fato enxergar uma perspectiva acerca de qual rumo seguir. Diante disso, a prática do mindfulness é de extrema relevância para momentos de extrema pressão em que é necessário realizar decisões difíceis em um curto período de tempo.

Levando em consideração ainda que toda decisão envolve um risco, e que nunca vamos ter plena convicção de que o seu resultado será o esperado, é necessário assumir plena responsabilidade acerca do caminho ora traçado. Pode-se dizer que o pleno comprometimento acerca das decisões é uma atitude interligada às pessoas mais resilientes, por possuírem maior capacidade de adaptação em situações adversas, em decorrência de um senso apurado de positividade o qual é responsável por uma mudança de perspectiva, carregada de um ilustre otimismo, ainda que diante dos piores cenários.

3. Regra 45×2ºT

Uma das premissas da Rock Ensina é que o profissional atuante no mercado nos dias de hoje já não sobrevive mais com apenas uma competência, é necessário, diante da extrema competitividade, possuir um repertório de habilidades. Diante disso, nosso intuito é diversificar em todos os âmbitos de nossa atuação, por isso desenvolvemos também uma regra para ser aplicada diante de cenários que envolvem decisões difíceis.

Tal regra se resume em fazer uma decisão definitiva aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Ou seja, até o limite do tempo possível, pois entre o fato e a tomada de decisão existe uma distância considerável, o que é visto com bons olhos já que a chance de se decidir de forma racional é maior. Deve ser considerado ainda que as pontas da semana, segunda-feira e sexta-feira, podem ser dias não tão estratégicos para tomada de decisões muito impactantes.

Além disso, uma das dicas do professor Roberto Sachs, nos cenários em que há um mínimo distanciamento entre o fato e a tomada de decisão, é colocar os prós e contra da situação em questão e visualizar o que está prevalecendo. Quanto mais dados conseguimos coletar, mais próximos de uma decisão segura ficamos.

Por exemplo, uma pessoa que recebe uma proposta de emprego em outro país, e precisa decidir em dois dias se vai aceitar ou não, coloca no papel que os fatores positivos de aceitar a proposta envolvem um aumento salarial e a possibilidade de realização de cursos de aperfeiçoamento, em contrapartida com apenas um fator negativo, o de ficar distante de alguns de seus parentes. O próximo passo então é visualizar o que faz mais sentido naquele momento deixar de lado, já que não há a possibilidade de fazer escolhas sem que haja renúncias.

4. Steve Jobs e a fórmula da Apple

De acordo com Steve Jobs, empresário norte-americano fundador da Apple, marca mais valiosa do mundo, segundo o ranking “Marcas Globais Mais Valiosas 2020”, da consultoria Interbrand, para tomar uma decisão difícil ‘‘mantenha-se tolo, mas mantenha-se faminto’’.

O significado de se manter tolo pode ser traduzido em se desconectar de aspectos muito técnicos e racionais, deixando de lado a busca pela perfeição, deixando fluir em nós mesmos o romantismo, a contemplação, a reflexão, a ingenuidade, o que se relaciona diretamente ao aumento da nossa capacidade criativa e com a trilha amarela Rock Ensina. Ao mesmo tempo, não se pode esquecer do nosso lado faminto, interligado com a trilha vermelha Rock Ensina, que preza pela tomada de decisão, pela ação, realização, e a imposição competitiva, esta que pressupõe que devemos sempre nos impor, e consiste, em uma das frases do professor Roberto Sachs, em ‘‘ser bom sem ser bonzinho’’.

Lembrando que a comunicação assertiva é a terceira habilidade mais valorizada pelos donos de empresas no Brasil atualmente, apenas atrás, respectivamente, das habilidades de trabalho em equipe e equilíbrio emocional. Já que é necessário ter apetite, querer sempre mais, ir atrás dos objetivos e se impor. Tudo isso se conecta com a ideia de um propósito genuíno, que se torna o combustível para correr atrás do que almejamos.

Além disso, por se tratar de uma tomada de decisão, é necessário ter o que chamamos de resiliência 2.0, que é basicamente entender que na vida temos mais fracassos do que a felicidade propriamente dita, já que para que tenhamos a chance de nos sentirmos felizes precisamos ter superado momentos que nos fizeram sair da zona de conforto. Em suma, não existe felicidade sem dor.

Outra frase marcante de Steve Jobs que utilizamos na Rock Ensina é a de que ‘‘você não pode conectar os pontos olhando para frente, você só pode conectá-los olhando para trás.’’ Ou seja, ao coletar informações de sua trajetória de vida você consegui construir o seu rumo futuro, com ação e garra.

5. Como usar as cores do Teste das Cores para tomar decisões

O nosso Teste das Cores Rock Ensina é um teste de autoconhecimento que é guiado pelas quatro cores que utilizamos, azul (racionais), vermelho (empreendedores), verde (comunicadores) e amarelo (reflexivos). Diante disso, pode-se dizer que a ordem das cores na tomada de decisão é: Azul, Verde, Amarelo e Vermelho.

A primeira cor é a azul pois é necessário obter dados acerca do fato em questão, realizar pesquisas. Em seguida a cor verde deve ser utilizada, pois é necessário conversar com pessoas, sair do seu mundo para ouvir os outros, obter outras percepções acerca do problema. Em terceiro lugar, é importante focar na cor amarela para se desconectar dos fatos e dados, e assim realizar atividades contemplativas, se desconectar da situação. Por último, utilizamos a cor vermelha que é representada pela ação, a tomada de decisão final.

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