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Jejum de Dopamina: desligue o celular agora e dê um tempo das redes sociais!

O que é e por que fazer Jejum de Dopamina

Foto: Firmbee.com/Unsplash

Daniele Ricci
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O conteúdo começa após a sugestão abaixo

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Quer render mais? Desligue o celular! É isso mesmo. As redes sociais estão diretamente ligadas a recompensas sociais que prendem nossa atenção e podem comprometer as interações reais. O Jejum de Dopamina é uma opção para uma vida mais equilibrada e com melhor rendimento.

Livrar-se do aparelho e das redes sociais por um período durante o dia tem por finalidade evitar que o vício em tecnologia atrapalhe a criatividade e, por consequência, a produtividade.

Por que as redes sociais são viciantes?

A resposta está na biologia e na química do corpo. O ser humano é um animal social e está sempre em busca de aprovação do grupo de que faz parte, o que podemos chamar de validação externa.

As redes sociais têm muito sucesso na retenção da nossa atenção, porque ampliam essa qualidade social humana usando técnicas da psicologia comportamental.

É irresistível checar as redes sociais porque elas:

  • Oferecem recompensas positivas e imprevisíveis, o que nos faz ficar presos em busca dessa recompensa;
  • Possibilitam fazer conexões sociais;
  • Expõem tensões que demandam resolução ou respostas de nossa parte.

O estímulo de recompensa gerado por uma curtida em um comentário ou foto (ou seja, obter a aprovação do seu grupo de seguidores) ativa o neurotransmissor que é responsável pela sensação de prazer no cérebro: a dopamina.

Essa estimulação química acontece em diversas situações prazerosas do nosso dia a dia, de repetir um prato especial feito pela avó, a usar drogas ou postar mais nas redes sociais. A dopamina é a responsável também por aumentar a nossa motivação.

Por isso, a comparação do uso das redes sociais ao vício não é absurda.

Brasil desponta no ranking mundial de viciados

Com mais de cinco horas por dia, o Brasil é o segundo país que mais usa redes sociais no mundo. Além disso, pelo menos 20% dos brasileiros não conseguem passar 30 minutos sem dar uma olhadinha no mobile.

Tanto tempo dedicado aos smartphones tende a aumentar os casos de nomofobia, que nada mais é que o medo de ficar desconectado.

Esse distúrbio está relacionado à ansiedade e à incapacidade de desligar o aparelho. A pessoa checa repetitivamente as notificações, fica obcecada com a duração da bateria e sofre quando a internet está instável.

O problema, na verdade, não é a utilização do smartphone, mas a obsessão pelo aparelho e pela conexão de rede, prejudicando outras atividades do cotidiano. A nomofobia pode gerar transtornos de ansiedade social, pânico e agorafobia.

A preocupação se tornou tão grande que hoje há projetos de lei para a criação de campanhas de conscientização sobre os riscos da nomofobia.

Um problema de saúde mental

Os smartphones e a internet estão profundamente inseridos no cotidiano da maioria das pessoas, desde aquelas que apenas conversam com a família pelo WhatsApp até as que trabalham por aplicativos.

Mas não é simplesmente o uso do aparelho o grande problema. Cresce o número de pessoas com nomofobia e outros diversos distúrbios relacionados ao uso excessivo do celular. De modo geral, os problemas atrelados são:

  • Insônia;
  • Ansiedade;
  • Transtornos de humor;
  • Dores na coluna, cervicobraquialgia, hérnia de disco e inflamação de tendões;
  • Dores de cabeça e cansaço visual;
  • Déficit de atenção e hiperatividade;
  • Solidão;
  • Baixa autoestima;
  • Medo de estar fora dos acontecimentos.

As redes sociais centradas em fotos são consideradas as mais prejudiciais aos jovens. O compartilhamento pelo Instagram é o que mais impacta negativamente a autoimagem desse público.

No campo profissional, a dependência do aparelho ainda compromete:

  • Concentração;
  • Criatividade;
  • Interações sociais reais no ambiente de trabalho.

O que é o Jejum de Dopamina?

A proposta de se fazer um jejum de tecnologia surgiu entre profissionais que precisam ficar o tempo inteiro conectados, os empreendedores do Vale do Silício, nos Estados Unidos. O Jejum de Dopamina consiste em dar um tempo a qualquer tipo de estímulo que contribua para a overdose de dopamina a que estamos expostos. Além do celular, ele se aplica a outros recursos tecnológicos, como as séries de streamings.

Mas qual seria o benefício de abrir mão de um hábito que parece tão estimulante? A resposta é bem simples: o excesso de estímulos se transforma em vício e deixa de proporcionar uma sensação prazerosa para dar lugar a conflitos, cansaço físico e ansiedade. Quando se utiliza o celular com muita frequência, o cérebro recebe tiros de dopamina ao ponto de não se contentar mais com a falta, o que sobrecarrega os neuroreceptores e torna cada vez mais difícil experimentar a sensação de prazer.

Sem prazer, porém com extrema necessidade, você está viciado e seu cérebro pode bugar! A alternativa é fazer o Jejum de Dopamina: livrar-se do aparelho por um período, além de ocupar o tempo com outras atividades que também possam gerar prazer, como um bom bate-papo com amigos, a leitura de um livro físico ou a meditação.

A solução do Vale do Silício

Embora não exista nenhuma comprovação científica para o Jejum de Dopamina, o que os empreendedores do Vale do Silício propõem é uma limpeza mental em busca de maior produtividade e bem-estar.

Já se sabe que diminuir o uso do celular à noite beneficia o sono, pois desacelera os pensamentos, tanto pelo contato com a luminosidade da tela, como com a enxurrada de notícias que nos sobrecarregam e impedem o descanso pleno.

Durante o dia, esquecer o smartphone por algum tempo pode ajudar a evitar o vício em tecnologia, melhorando sua produtividade.

Entretanto, para os profissionais do Silício, tudo começa desligando o celular, sim! Mas não é só isso. Todos os estímulos que liberam dopamina devem ser evitados durante o tempo de jejum. A ideia é fazer um “reset” no cérebro para “reiniciar” em melhor funcionamento. Outra analogia seria com a “desintoxicação”.

Com isso, alguns desses CEOs evitam de tudo: redes sociais, contatos profissionais, notificações de celular, filmes, séries e até mesmo conversas com amigos.

Como fazer o Jejum de Dopamina em 4 passos

Realmente não é tarefa fácil seguir o Jejum de Dopamina radical, como proposto por alguns profissionais do Vale do Silício.

Nem todos vão conseguir se organizar e evitar todos os estímulos que estão no cotidiano, seja pelas necessidades do trabalho ou relação com a família e amigos. Mas o professor da Universidade da Califórnia (EUA) Cameron Sepah resolveu facilitar esse caminho orientando o Jejum de Dopamina em quatro passos:

  1. Ao final do dia, fique de 1 a 4 horas longe das redes sociais ou daquilo que está querendo evitar;
  2. Passe o seu dia de folga semanal ao ar livre;
  3. Viaje um final de semana a cada dois meses (para um local próximo da sua casa);
  4. Tire pelo menos uma semana de férias por ano e, se possível, viaje para longe.

Em todos esses momentos, é claro que o objetivo é manter-se desconectado das redes sociais. Outra dica do professor para ajudar no processo do Jejum de Dopamina é a prática do mindfulness, um tipo de meditação voltada à atenção plena a uma atividade.

Equilíbrio na vida real

Ainda está difícil seguir a proposta do Jejum de Dopamina? Então comece por aquilo que é possível neste momento. Uma alternativa é livrar-se do smartphone por um período, mesmo que curto: que tal à noite, duas horas antes de dormir?

Outra solução é fazer o Jejum de Dopamina em partes, trocando a visualização das redes sociais por outras coisas que dão prazer e que são mais saudáveis, como a leitura de um livro físico. Programe-se para ficar longe do celular por um período. Você pode desligar ou deixar o aparelho no modo avião e ir bater um papo com um vizinho, um café com amigos, praticar esportes, ler um livro físico, brincar com uma criança próxima, cuidar do jardim, fazer artesanato, passear com o cachorro ou cozinhar algo diferente a partir de um livro de receitas.

É preciso considerar que a solução é tão acessível quanto um toque no celular. Vale tentar, em nome da sua saúde.

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