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Essencialismo: tudo o que você precisa saber

Essencialismo menos é mais
Diego Assis Prof. Roberto Sachs
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Você é dessas pessoas que não sabem dizer não? Gosta de ajudar todo mundo, mas acaba acumulando mais tarefas e tem a sensação de que não vai dar conta? A má notícia é que você não está sozinho nessa; a boa é que existe uma maneira diferente de lidar com isso, que é chamada de essencialismo.

Essencialismo é a capacidade de investir tempo e energia apenas nas atividades que façam o máximo sentido para você e seu projeto de vida. É saber fazer as escolhas certas e abrir mão de tudo aquilo que atrapalha e se coloca entre você e o seu objetivo essencial.

O termo foi popularizado por Greg McKeown, autor de “Essencialismo: a disciplinada busca por menos” (2014), mas em seu livro ele mostra que essencialistas existem desde a época de Buda e Jesus Cristo, chegando até os tempos modernos com o físico Albert Einstein ou o empresário Steve Jobs. São pessoas que têm a noção clara do seu propósito e que vão direcionar seu foco de maneira disciplinada para realizá-lo, sem distrações.

O contrário disso são os não essencialistas, ou seja, pessoas que se comprometem a fazer tudo, que têm dificuldade em estabelecer prioridades e que acham que um não mal colocado pode arruinar sua carreira ou seus relacionamentos pessoais. Sem saber impor seus limites, hesitam tanto em tomar decisões que acabam deixando que outros decidam por elas.

No artigo a seguir, vamos explorar as características, os benefícios e os passos necessários para se tornar um essencialista.

Por que o essencialismo é tão necessário nos dias de hoje

Você já parou para pensar sobre quantas decisões precisa tomar todo dia, da hora em que se levanta, passando pelo almoço até a hora de chegar em casa e relaxar? Uma das características das sociedades capitalistas é justamente a de exaltar a enorme variedade de alternativas que temos para tudo.

O problema é quando o excesso de opções se torna tão grande que nos leva a perder a capacidade de escolher ou, pior, a fazer más escolhas. Estudos mostram que quanto mais decisões uma pessoa tem de tomar ao longo do dia, mais prejudicada fica a sua capacidade de decidir bem. É o que se convencionou chamar de fadiga decisória.

Uma das ideias centrais para os essencialistas é a de que pouquíssimas coisas, de fato, valem a pena. A maior parte do que se oferece a nós no dia a dia são distrações, coisas desimportantes, que desviam nosso foco do que realmente importa.

Num contexto em que somos chamados a escolher a todo momento – surgiu um novo aparelho celular, compre!; foi lançada uma nova série que todos estão falando, assista!; você recebeu uma nova oferta de emprego, decida! – é crucial para o essencialista conseguir entender o que verdadeiramente fará diferença na sua vida.

Dominar e ter consciência do seu próprio poder de escolha é o primeiro passo para se tornar um essencialista.

O poder de dizer não – e as melhores formas de dizê-lo

Escolher é abrir mão. Esta sabedoria popular, já bastante repetida, mas nem sempre praticada, é um dos princípios inegociáveis do essencialismo.

A verdade é que ninguém gosta de dizer não. Na maioria das vezes, somos criados desde pequenos para sermos gostados e para agradar as pessoas à nossa volta com favores e gentilezas. No mundo do trabalho, aprendemos que é necessário dar o suor e o sangue para crescermos na carreira. Que os mais produtivos – e prestativos – alcançarão o sucesso.

O problema é quando essa disposição para ajudar e estar sempre pronto a resolver os problemas dos outros se torna uma armadilha para nós mesmos. Se estamos sempre ocupados apagando incêndios de terceiros, quanto tempo conseguimos dedicar às nossas próprias questões?

Para os essencialistas, a chave está em dizer muito mais não, do que sim. O não tem um poder libertador. Ele o coloca de volta no controle de suas vontades e prioridades, e em última instância faz com que sejamos mais respeitados, por sabermos o valor de nosso tempo e energia.

Mas como dizer não sem magoar pessoas próximas ou desagradar colegas de trabalho ou mesmo chefes, que podem colocar seu cargo em risco?

Em seu tratado sobre o essencialismo, Greg McKeown nos ensina algumas formas de dizer não, mesmo sem dizê-lo explicitamente:

  • Conte até três, antes de dar uma resposta. O período pode fazê-lo refletir sobre os prós e contras do pedido, antes de decidir por impulso ou até fazer com que o seu interlocutor reconsidere a demanda, caso ela seja absurda ou inconveniente demais
  • Recuse, mas deixe alguma porta aberta. Você pode dizer que não está disponível no momento, por estar com o tempo escasso devido a algum projeto importante, mas quem sabe daqui a algum tempo vocês não podem voltar a conversar?
  • Proponha uma troca. Em casos de pedidos de superiores, procure deixar claro que se abraçar mais aquele pedido, terá de abrir mão de outros projetos que está tocando no momento. Inverta a questão: se eu disser sim, do que posso abdicar para conseguir entregar o que está me pedindo com a maior qualidade?
  • Passe a bola adiante. Outra boa maneira de dizer não é oferecendo, de pronto, uma alternativa sobre quem poderia desempenhar a tarefa. Agora eu não posso, ou não tenho interesse, mas já pensou em oferecer a fulano? Obviamente que você só deve usar essa carta se achar que a oferta será conveniente para quem estiver indicando. Não vale colocar o colega na fogueira só para se livrar de um abacaxi!

Como fazer as melhores escolhas e não se arrepender

Ser capaz de dizer não é importante para o essencialista, mas o outro aspecto dessa moeda é: como dominar a arte do sim? Em outras palavras, como fazer as escolhas certas e não se arrepender depois do que deixou para trás?

Um dos principais modus operandi do essencialismo consiste em dedicar um tempo generoso para analisar atentamente as alternativas colocadas à mesa. Antes de se decidir por um caminho, o essencialista considera as opções, pesa suas vantagens e desvantagens e calcula o que vai perder caso suas resposta seja não. Bom ou razoável nunca é suficiente para um essencialista. Sua decisão precisa ser a melhor.

Outra dica para tomar boas decisões é distanciar-se do problema por um tempo para conseguir olhar a floresta além da árvore. Tire um dia, uma hora ou até mesmo uma noite para dormir e repor as energias antes de fazer sua escolha. O sono é revigorante e muitas vezes pode salvá-lo de uma má decisão, tomada às pressas, no dia anterior.

Mas talvez o recurso mais importante para fazer a melhor escolha é ter clareza sobre o seu objetivo essencial.

Objetivo essencial, segundo McKeown, é algo que vai além das declarações de missão e visão de uma empresa, muitas vezes vagas e cheias de lugares-comuns. É saber definir, de maneira concreta e mensurável, o que você ou a sua empresa fazem de melhor. Se você tivesse de escolher uma única coisa que faz com excelência e que faça diferença no mundo, este é o seu objetivo essencial.

É a partir deste objetivo que você deve balizar suas escolhas se deseja se tornar um essencialista. Se você é reconhecido como dono de uma das melhores hamburguerias da cidade, então começar a oferecer sushi para os clientes talvez não seja uma boa ideia.

Escolher com clareza e objetividade o que você faz é eliminar um universo de outras oportunidades. Isso evita que você se perca em desafios que não tenham a ver com a sua atividade e facilita desenvolver uma visão de futuro sobre o que você deve fazer nos próximos 5 ou 10 anos para alcançar os resultados almejados.

Como agir como um essencialista

Uma vez que descartou as más ideias, filtrou as boas e escolheu a essencial, o essencialista costuma aplicar um conjunto de técnicas que o ajudam a executar suas tarefas com o mínimo esforço possível e a máxima assertividade.

Uma das mais indispensáveis é agir com planejamento prévio. Se uma das únicas certezas que temos é a de que imprevistos acontecem, o essencialista se prepara para eles da melhor maneira possível criando o que chamamos de margem de segurança.

Seja calculando de antemão um prazo extra para entregar um projeto, um recurso adicional para eventualidades ou mesmo aquela gordurinha de horas entre as reuniões. O ideal é trabalhar sempre com 50% de margem de segurança.

Outra sugestão do essencialismo para otimizar o trabalho é começar removendo os obstáculos. Antes de iniciar uma nova empreitada, procure antecipar quais seriam as eventuais barreiras para que ela obtenha sucesso e elimine-as. Pode ser uma máquina que está precisando de manutenção há meses e que está atrasando a produção, um software que precisa ser atualizado ou adquirido, um processo viciado que precisa ser corrigido ou mesmo uma pessoa que deve ser deixada de fora daquele projeto.

Feito isso é hora de arregaçar as mangas e focar no agora. Uma vez decidido, o essencialista não se pega especulando sobre erros do passado ou calculando cenários diversos sobre o futuro fora de hora. Ele sabe que a execução demanda concentração e evita perder energia com variáveis que estão fora de seu alcance.

Menos é mais. Os benefícios do essencialismo

George McKeown define assim o essencialismo: “O essencialismo não trata de fazer mais; trata de fazer as coisas certas. Também não é fazer menos só por fazer menos. É investir tempo e energia da forma mais sábia possível para dar sua contribuição máxima fazendo apenas o essencial”.

Mas existe uma maneira bem mais direta – e essencialista! – de definir o essencialismo: “Menos é mais”.

O que o essencialismo ensina, afinal de contas, é que mais esforço não gera necessariamente mais resultado. Não adianta passar horas se matando no escritório para dar conta de dezenas de demandas diferentes, procurando equilibrar diversos pratos, se eles não convergem para o melhor objetivo. Ou se não estão extraindo de você o melhor que você pode oferecer.

Nesse sentido, a mentalidade essencialista confirma o que já demonstrava a Lei de Pareto: em vez de dedicarmos 80% de nossa energia em coisas que trarão no máximo 20% de retorno, que tal colocarmos essa mesma energia em apenas 20% das coisas onde conseguimos dar a nossa máxima contribuição?

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PS: Este artigo é um resumo das ideias contidas em “Essencialismo: A disciplinada busca por menos”, de George McKeown. Se quiser se aprofundar nas ideias e exemplos de essencialismo, sugerimos a leitura completa do livro, disponível em português pela editora Sextante.

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