Por que os jovens da Geração Z são os que mais sofrem com o home office?

por Helena Sachs
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A Geração Z (nascidos de 1998 e 2010) teve as piores percepções sobre home office, segundo pesquisa da startup Pulses. 45% desses jovens afirmaram estar se sentindo ansiosos com essa nova modalidade de trabalho, resposta dada por 36% dos millennials (Geração Y), e apenas 15% dos trabalhadores da geração mais velha (Geração X ou anterior).

Mas se a Geração Z é formada por jovens considerados nativos digitais, por que os mais velhos se adaptaram melhor ao trabalho remoto?

A falta de contato social faz com que os mais jovens se tornem ainda mais inseguros com relação ao futuro. Eles sempre sentiram a necessidade de mostrar serviços e serem relevantes, buscando reconhecimento de chefes e colegas de trabalho, mas agora no digital essa relação do dia a dia foi muito prejudicada.

Isso faz com que se perca a sensação de pertencimento, que é essencial para que continuem enxergando propósito no seu trabalho. Vale lembrar que os nativos da Geração Z buscam ambientes flexíveis, que atendam suas necessidades pessoais e profissionais ao mesmo tempo.

Nativos digitais sabem tudo de tecnologia, mas anseiam por contato e socialização no trabalho

Diferentemente das gerações mais velhas, que se preocupam com estabilidade no emprego, os mais jovens tendem a buscar mudanças quando não se identificam mais com a cultura e os valores da empresa, ficando em média de 4 a 5 anos em cada emprego.

Além disso, por se sentirem autênticos e autônomos, os membros da Geração Z não levam em consideração os segmentos hierárquicos historicamente construídos. Um estudo feito em 2017 pela Federação das Indústria do Rio de Janeiro (Firjan) apontava que 76% dos jovens da Geração Z sonham em ter seu próprio negócio.

É por isso que o trabalho a distância se torna um fator ansiogênico para os nativos digitais. Ainda que saibam tudo sobre tecnologia, a falta de contato físico e de socialização com pessoas do ambiente de trabalho faz com que as ambições dos mais jovens sejam colocadas em xeque.

Com isso, a ânsia já existente na Geração Z de rápida progressão de carreira vem acompanhada agora pela necessidade de se identificar com as novas formas de trabalho e ainda alinhar os propósitos individuais e profissionais com uma nova forma de comunicação.

A Geração Z quer respostas rápidas e assertivas para um mundo incerto e instável

Os jovens da Geração Z são ansiosos por natureza, já que nunca vivenciaram um mundo sem a presença da tecnologia. Isso por si só já os torna acelerados, pois essa conectividade faz com que sejam hipercognitivos e vivenciem realidades múltiplas.

É por isso que tanto no online como no offline o intuito dessa geração é prever, antecipar e simplificar. O resultado é que os jovens possuem facilidade de se comunicar assertivamente, mas ao mesmo tempo esperam do mundo respostas com a mesma rapidez e agilidade que herdaram da internet.

Essa característica marcante de imediatismo reflete também como se comportam no trabalho. Alguns gestores consideram que os mais jovens são dispersos e sem foco. Apesar de preocupados com causas sociais e com senso do que é certo e errado, podem sofrer de uma falsa ilusão de que estão sempre conectados e bem informados.

Esse excesso de informação e imediatismo faz com que ao contrário do que muitos jovens pensam, a incerteza do futuro se torne ainda maior porque não dá para atropelar a vida. Como falamos muito aqui na Rock Ensina, a vida não é uma corrida de cem metros, mas sim uma maratona, e por isso seu ritmo deve ser respeitado para evitar ansiedade e doenças psicológicas.

As características marcantes da Geração Z

A agência de consultoria McKinsey descreve a Geração Z da seguinte forma:

  • Indefinidos – Exaltando a individualidade de cada um, quebram estereótipos, deixando de lado as definições.
  • Pragmáticos – São realistas, práticos e buscam satisfazer sua necessidade financeira e enriquecimento pessoal.
  • Conversadores – Gostam de dialogar, pertencer e agregar, sem dar palco para as polarizações.
  • Selfies reais – Vivem uma hiperexposição nas redes que dá lugar à espontaneidade e autenticidade.
  • Comunaholics – São inclusivos e se interessam pela diversidade.
  • Meme Thinkers – Usam a linguagem de códigos para exercitar sua capacidade crítica com leveza e humor.

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