Como se tornar mais criativo?

Helena de Mello Sachs por Helena Sachs
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Ser criativo é uma competência importante para qualquer pessoa, seja na vida pessoal ou profissional. Porém, por muitos motivos, a criatividade parece estar em extinção nos dias de hoje.

Esse assunto se conecta totalmente com a nossa trilha amarela, e foi pauta da masterclass ao vivo, do professor Roberto Sachs, do dia 11 de novembro de 2020 (assista à aula no fim deste post).

Levando em consideração que a criatividade não cai do céu, é necessário seguir alguns passos para se destacar no quesito de inovação e ideias. Em um mundo cada vez mais acelerado e competitivo, onde as pessoas são induzidas a agir no automático, se torna mais difícil ser ou se deparar com pessoas extremamente criativas, estas que possuem o amarelo como cor predominante. Diante disso, vamos demonstrar quais são as etapas para virar essa chave, com dicas práticas e descomplicadas.

Trilha Amarela – Um flow criativo

A trilha amarela está totalmente interligada com a criatividade, já que os chamados reflexivos são mais desligados do mundo real, e possuem a capacidade de se desconectarem com mais facilidade. Dessa forma, dão espaço para que as ideias flutuem, como um balão quando é solto no céu e, consequentemente, sobe sem um rumo predeterminado.

Diante disso, por terem mais facilidade para recarregar as energias mentais, principalmente por se permitirem viver momentos de ócio ou contemplação, são pessoas inovadoras, que vivem imergidas no mundo das ideias, e com isso são consideradas muito criativas.

Balões coloridos voando

Balões coloridos voando

10 dicas para desenvolver a criatividade

A primeira dica do professor Roberto Sachs é desmistificar a criatividade, já que todas as pessoas são criativas em pelo menos algum campo das inumeráveis habilidades criativas existentes, como por exemplo a da escrita, do desenho, da gestão de pessoas. É de extrema importância realizar um exercício interno para saber mais acerca de qual tarefa despertamos mais a luz criativa.

O segundo ponto é que o berço da criatividade se traduz na simplicidade, afirmação oposta ao senso comum, que associa muitas vezes a criatividade como uma habilidade única de pessoas conhecidas que obtiveram sucesso com inovação. Diante disso, não se deve esperar uma invenção revolucionária, quando imergimos no campo das ideias, já que o ponto de partida deve ser o das ideias mais singelas, que geralmente são consideradas as melhores.

Já o terceiro aspecto diz respeito a um exercício prático, o qual se resume, nas palavras do professor Roberto Sachs, em ‘‘quanto mais eu uso a mente, mais criativo eu fico’’, o que pode ser visto como um desafio, já que o nosso corpo tem como premissa a retenção de energias, ou seja, a manutenção da zona de conforto. Devemos então lutar contra a maré e exercitar a nossa mente para desenvolvê-la ainda mais.

A quarta dica tem correlação com a inventividade competitiva, já que as pessoas que possuem melhor adaptabilidade diante dos piores cenários, como em crises ou em momentos de transição, são estimuladas a desenvolverem uma criatividade mais apurada, para se tornarem, consequentemente, mais competitivas e prontas para superar obstáculos diante de um mercado em saturação, que exige qualificação e competências das mais variadas ao profissional dos dias mais atuais.

A quinta dica se resume em entender a diferença entre criatividade e inovação, chegando à conclusão de que a primeira é um processo germinativo. De acordo com professor Roberto Sachs, a criatividade é o lado direito do nosso cérebro, é a competência que todo ser humano tem de gerar ideias, diferentemente da inovação que se resume em captar essas ideias e colocá-las em prática. Diante disso, se conclui que a inovação é a criatividade materializada, e por isso frisamos sempre que a criatividade é o oxigênio, pois ela fornece respiro para que a inovação sobrevenha.

Seguindo adiante, a sexta dica é baseada em um estudo da Universidade de Harvard que esclarece que é necessário possuir 3 componentes para ser criativo, o primeiro é ter muito conhecimento, o segundo é usar técnicas e o último é possuir uma dose de motivação. Conforme o professor Roberto Sachs preceitua nesse tópico ainda, as empresas mais criativas são as que possuem um ambiente descontraído, pois a criatividade está interligada com o bom humor e a leveza das pessoas.

A sétima dica é realizar o brainstorming de ideias criado por Alex Faickney Osborn, também chamada de tempestade de ideias coletiva, que se resume em propor um debate com diferentes pessoas para que soluções para um problema sejam projetadas, e o resultado final desse compartilhamento se resume, assim sendo, em uma ou mais ideias inovadoras.

A oitava dica é ter repertório, ser um profissional com vários skills. Nós da Rock Ensina não contemplamos o sucesso como sendo traduzido pelo valor financeiro agregado, mas sim ao sucesso decorrente do autoconhecimento profissional, o qual traça os caminhos para a qualificação constante, diante do desenvolvimento de habilidades e competências que se adequam mais ao perfil de cada um.

Com isso, ressaltada a originalidade de cada um, e juntamente com a ação em decorrência da curiosidade, esta que é de extrema importância, se tem maiores chances de um insight criativo mais apurado, o qual resulte em uma inovação de ponta. A curiosidade surge quando se buscar novas linhas de conhecimentos, novas opiniões, novas músicas, novos filmes, novos jogos.

Diante disso, a criatividade nasce em decorrência de uma diversidade de repertório, e para que isso se concretize traz consigo a necessidade de se ter tolerância, e curiosidade, nas coisas mais simples às mais complexas, para que não se fique imergido em um único campo de ação, e se amplie a visão de mundo. Lembrando que para ser criativo é de extrema necessidade possuir uma mente aberta.

A nona dica é um compilado de ações práticas para se realizar no dia a dia e despertar a criatividade. A primeira ação é a de mudar de lugar na reunião de sua empresa, ou então no sofá de sua casa, caso você seja o tipo de pessoa que senta no mesmo local diariamente; a segunda ação se resume em fazer um caminho diferente do que o habitual, para o seu trabalho ou para os deslocamentos que você faz.

Já a terceira ação propõe que você frequente e consuma restaurantes ou culinárias diferentes das que já se está acostumado, leia livros de outras áreas diferentes daquela em que já se há uma dedicação, veja filmes de gêneros diversos do que você assiste, converse com pessoas que possuem opiniões diversas à sua, observe outras culturas, se interesse por outros assuntos, aprenda outro idioma, e aprenda a tocar um instrumento musical.

A décima e última dica diz respeito ao mindfulness, muito presente na nossa trilha amarela, e que resulta em um flow mental, ou seja, uma atenção plena. A meditação é um dos meios para que se atinja tal concentração, e faz parte do passo a passo dessa prática que preza por estar ciente de seu próprio corpo, mente, sentimentos e pensamentos resultando em um estado de paz e tranquilidade.

Os 9 benefícios do mindfulness

De acordo com a revista Forbes, há 9 benefícios do mindfulness que ajudam na redução do estresse:

  1. Mais consciência em relação aos pensamentos
  2. Não reagir imediatamente a uma situação
  3. O estado de ‘‘ser’’
  4. Conhecer as necessidades do corpo
  5. Conhecer as emoções dos outros
  6. Ter mais cuidado e compaixão com si mesmo e com os outros
  7. Redução da atividade na parte cerebral chamada amígdala
  8. Maior facilidade de foco
  9. Mudança de atitude em relação ao estresse

TED Talks “Mindfulness e o valor de estar vivo”

Masterclass “Criatividade não cai do céu!”

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